sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Amar

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui...além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente
Amar!Amar!E não amar ninguém!

Recordar?Esquecer?Indiferente!...
Prender ou desprender?É mal?É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei-de ser pó,cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...
                       (Florbela Espanca)

Ortoépia

A ortoépia é a área da gramática que cuida da pronúncia correta das palavras, enquanto a ortografia lida com a escrita. Cada palavra deve ser pronunciada com seus respectivos sons abertos e fechados, sem troca de fonemas ou fusão com o som da palavra seguinte.

Abaixo uma lista com palavras que costumam ser pronunciadas erradamente:
 
Algoz: A vogal o tem som fechado como o o de arroz.
Obeso: A vogal e tem som aberto como o e de oboé.
Muito: O u e i não possuem som nasal, pronunciam-se como o u de mudo e o i de ideal.
Tóxico: O x tem som de Ks.
Gratuito: A vogal tônica é o u, pronuncia-se gratúito.
Fênix: O x tem som de s como na palavra lápis.
Rubrica: Esta palavra é uma paroxítona, a sílaba tônica é bri.
Reptil: Nesta palavra a sílaba tônica é til, como em infantil.
Obsoleto: O e tem som idêntico ao e da palavra médico.
Sesta: O e tem som aberto.
Sintaxe: O x tem som de ç; diz-se sintasse.
Inexorável: A letra x tem som de z; diz-se inezorável.
 
A ortoépia também proíbe a união fonética de palavras, fato que transforma a pronúncia de duas palavras em uma única palavra.
 
Ao invés de dizer dez quilômetros poroha diga dez quilômetros por hora.
Não diga porisso, diga por isso.
Ao invés de qualé diga qual é.
 

 

 




quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Uma Rosa

 Se eu fosse apenas uma rosa,
 com que prazer me desfolhava,
 já que a vida é tão dolorosa
 e não te sei dizer mais nada!
 
 Se eu fosse apenas água ou vento,
 com que prazer me desfaria,
 como em teu próprio pensamento
 vais desfazendo a minha vida!
 
 Perdoa-me causar-te a mágoa
 desta humana, amarga demora!
 - de ser menos breve do que a água,
mais durável que o vento e a rosa…
          (Cecília Meireles)


sábado, 25 de agosto de 2012

Verbos: Intransitivos e transitivos

Os verbos podem ser classificados de diversas formas, porém nenhuma classificação é tão importante quanto a classificação de acordo com a complementação do verbo, uma vez que ela controla a regência verbal e sua concordância.
Os verbos podem ser intransitivos ou transitivos, cada verbo traz um sentido consigo, mas há verbos que para serem compreendidos precisam de um complemento. Observe o exemplo:
           *Precisamos
           *Assistimos
           *Aspiro
Como observado os verbos acima necessitam de uma palavra ou expressam que complemente seu sentido, assim: Precisamos de quê? / Assistimos ao quê / Aspiro ao quê?

Os verbos que pedem um complemento são conhecidos como transitivos, enquanto os verbos que não precisam de complementação são chamados de intransitivos.

          "Os verbos intransitivos normalmente denotam ação e através deles o leitor compreende todo o sentido do verbo".

Exemplos de verbos intransitivos: aterrisar, morrer, dormir.
             Observe a oração: "Ele morreu". Pelo verbo morrer percebe-se todo um sentido, onde ele morreu é apenas um complemento que serve para passar uma informação de enfeite.
             "As crianças estão dormindo calmamente". Calmamente é um advérbio que não é exigido pelo verbo, esse termo também serve como enfeite.

         "O termo transitivo é empregado levando em consideração que o verbo transitivo transita, ou seja, percorre a oração, criando um caminho entre o verbo e seu complemento".

             Observe as seguintes orações: Precisamos de cuidados especiais.
                                                              Chegamos em Belém do Pará.
                                                              Aspiro aos melhores cargos.

             Observe estas outras orações: Vendem-se casas.
                                                             Lembrou o livro sobre a mesa.
                                                            Ele comeu duas fatias de bolo.

             No primeiro trio de orações os verbos transitivos pedem complemento e também exigem uma determinada preposição, afinal: Preciso de... / Chegamos em... / Aspiro a... , estes verbos que ligam-se ao complemento de forma indireta, ou seja, através de uma preposição, são chamados de transitivos indiretos.

           "Os verbos transitivos indiretos pedem complemento acompanhado de uma preposição já definida pelo verbo".
 
             No segundo trio de orações os verbos não pedem uma preposição, assim são transitivos diretos.

           "Os verbos transitivos diretos não precisam de preposição para ligarem-se ao complemento verbal".

Além dos verbos intransitivos e transitivos diretos ou indiretos existem verbos que precisam de dois complementos, um acompanhado de preposição e o outro complemento sem preposição, estes verbos são conhecidos como transitivos diretos e indiretos.

           "Os verbos transitivos diretos precisam de dois complementos, um preposicionado e o outro sem preposição".

Exemplos de transitivos diretos e indiretos:
                          Verbo Pagar: "O patrão pagou o salário aos empregados".
                           transitivo direto: Pagou o salário.
                           transitivo indireto: Pagou aos epregados.
                           Verbo Preferir: "Prefiro cães a gatos".
                           Fazendo uma comparação o verbo precisa da preposição a.
                          Verbo Perdoar: "O ageota perdoou as dívidas aos devedores.
                            



quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Concordância Verbal

Na língua os verbos são parte essencial, eles interagem com os elementos da oração como o sujeito, o predicado, e para que essa interação ocorra da maneira certa é necessário que os verbos concordem com os termos da oração a qual pertencem, é isto que chamamos de Concordância Verbal, mas antes de começarmos a falar sobre as diversas regras de concordância propomos que responda às seguintes questões para analisar seu nível de conhecimento sobre a concordância dos verbos:

               Qual sentença está correta?  *A alcateia de lobos matou um urso.
                                                             *A alcateia de lobos mataram um urso.

               Qual frase seria a correta?   *Faz dez anos que não chove.
                                                            *Fazem dez anos que não chove.


Questões como essas são comuns na língua tanto escrita como falada, mas será que você acertou as questões acima?  

               *Na primeira questão ambas as respostas estão corretas, uma vez que alcateia é um coletivo e vem seguido pelo adjunto adnominal de lobos o verbo pode concordar com ambos, o coletivo ou o adjunto adnominal.

              *No segundo caso o certo é "Faz anos que não chove.", pois o verbo fazer quando se refere a tempo é invariável.

              Agora você percebe a necessidade do estudo da concordância verbal no quotidiano?



Regra geral de concordância verbal

O verbo concorda em pessoa e número com o sujeito da oração.

Segundo a regra geral de concordância verbal o verbo deve concordar com o sujeito da oração, mas como fazer a concordância com o sujeito composto(que possui dois ou mais núcleos)?

Flexão de número
1º Caso: O verbo vem após o sujeito composto.
                              Neste caso o verbo concorda com ambos(indo para o plural).

Exemplo: "Tu, nas miragens,e eu, no pensamento, somos a força e a afirmação da vida".
                                                                                           (Olavo Bilac)                          

2º Caso: O verbo aparece antes do sujeito composto.
Exemplo: "Seguiram então o guarda, Ternura e o capote".
                                                          (Augusto Meyer)
Exemplo: "Foi o menino e a menina".
Neste caso o verbo concorda com os dois núcleos do sujeito, ficando na forma plural, ou concorda com o núcleo mais próximo.
Flexão de pessoa
Quanto a pessoa, em uma oração com dois ou mais núcleos do sujeito devemos levar em consideração a primeira pessoa, depois vêm as demais pessoas quanto a importância.

1º Caso: Entre os núcleos do sujeito consta o pronome pessoal reto da primeira pessoa, não importando se está na forma plural ou singular, o verbo ficará na primeira pessoa.
Exemplo: "Tu, nas mragens, e eu, no pensamento, somos a força e a afirmação da vida".
                                                                                           (Olavo Bilac)

2º Caso: Não havendo o pronome pessoal reto da primeira pessoa e há um pronome pessoal reto da segunda pessoa o verbo ficará flexionado na segunda pessoa.
Exemplo: "Tu ou os teus filhos vereis a revolução dos espíritos e costumes."
                                                              (Camillo Castello Branco)

Reparem que o verbo concorda com a segunda pessoa, embora fique na forma plural concordando com os dois núcleos do sujeitos, apesar da forma vereis  possa desagradar aos ouvidos por apresentar certa discordância com os núcleos do sujeito esta forma é usada pela regra da flexão de número com sujeito composto anteposto ao verbo.

3º Caso: O sujeito não possui um núcleo da primeira ou segunda pessoa, sendo composto apenas por palavras que façam relação com a terceira pessoa ou por pronomes da terceira pessoa.
Exemplo: "A noite, o tempo, o mundo, rodam com precisão legítima de aparelho."
                                                                                  (Guimarães Rosa)