quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Concordância Verbal

Na língua os verbos são parte essencial, eles interagem com os elementos da oração como o sujeito, o predicado, e para que essa interação ocorra da maneira certa é necessário que os verbos concordem com os termos da oração a qual pertencem, é isto que chamamos de Concordância Verbal, mas antes de começarmos a falar sobre as diversas regras de concordância propomos que responda às seguintes questões para analisar seu nível de conhecimento sobre a concordância dos verbos:

               Qual sentença está correta?  *A alcateia de lobos matou um urso.
                                                             *A alcateia de lobos mataram um urso.

               Qual frase seria a correta?   *Faz dez anos que não chove.
                                                            *Fazem dez anos que não chove.


Questões como essas são comuns na língua tanto escrita como falada, mas será que você acertou as questões acima?  

               *Na primeira questão ambas as respostas estão corretas, uma vez que alcateia é um coletivo e vem seguido pelo adjunto adnominal de lobos o verbo pode concordar com ambos, o coletivo ou o adjunto adnominal.

              *No segundo caso o certo é "Faz anos que não chove.", pois o verbo fazer quando se refere a tempo é invariável.

              Agora você percebe a necessidade do estudo da concordância verbal no quotidiano?



Regra geral de concordância verbal

O verbo concorda em pessoa e número com o sujeito da oração.

Segundo a regra geral de concordância verbal o verbo deve concordar com o sujeito da oração, mas como fazer a concordância com o sujeito composto(que possui dois ou mais núcleos)?

Flexão de número
1º Caso: O verbo vem após o sujeito composto.
                              Neste caso o verbo concorda com ambos(indo para o plural).

Exemplo: "Tu, nas miragens,e eu, no pensamento, somos a força e a afirmação da vida".
                                                                                           (Olavo Bilac)                          

2º Caso: O verbo aparece antes do sujeito composto.
Exemplo: "Seguiram então o guarda, Ternura e o capote".
                                                          (Augusto Meyer)
Exemplo: "Foi o menino e a menina".
Neste caso o verbo concorda com os dois núcleos do sujeito, ficando na forma plural, ou concorda com o núcleo mais próximo.
Flexão de pessoa
Quanto a pessoa, em uma oração com dois ou mais núcleos do sujeito devemos levar em consideração a primeira pessoa, depois vêm as demais pessoas quanto a importância.

1º Caso: Entre os núcleos do sujeito consta o pronome pessoal reto da primeira pessoa, não importando se está na forma plural ou singular, o verbo ficará na primeira pessoa.
Exemplo: "Tu, nas mragens, e eu, no pensamento, somos a força e a afirmação da vida".
                                                                                           (Olavo Bilac)

2º Caso: Não havendo o pronome pessoal reto da primeira pessoa e há um pronome pessoal reto da segunda pessoa o verbo ficará flexionado na segunda pessoa.
Exemplo: "Tu ou os teus filhos vereis a revolução dos espíritos e costumes."
                                                              (Camillo Castello Branco)

Reparem que o verbo concorda com a segunda pessoa, embora fique na forma plural concordando com os dois núcleos do sujeitos, apesar da forma vereis  possa desagradar aos ouvidos por apresentar certa discordância com os núcleos do sujeito esta forma é usada pela regra da flexão de número com sujeito composto anteposto ao verbo.

3º Caso: O sujeito não possui um núcleo da primeira ou segunda pessoa, sendo composto apenas por palavras que façam relação com a terceira pessoa ou por pronomes da terceira pessoa.
Exemplo: "A noite, o tempo, o mundo, rodam com precisão legítima de aparelho."
                                                                                  (Guimarães Rosa)



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