Autores

Nesta seção constam detalhes da vida e obra dos maiores autores luso-brasileiros que enriqueceram com suas palavras a língua portuguesa.
                    
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Cecília Meireles:
Cecília nasceu no bairro da Tijuca, Rio de Janeiro, em 1901. Além de escritora foi professora, pintora e jornalista. Escreveu contos e poesias, mas foi na poesia onde se destacou como uma das melhores poetisas brasileiras.
Não conheceu o pai, que morreu três meses antes de seu nascimento, e perdeu a mãe antes de completar três anos de idade, também seu primeiro marido trouxe mais uma vez a morte para a vida da escritora; o esposo com quem teve três filhas suicidara-se por sofrer de depressão. Tantas mortes deram à autora o material para sua poesia, como ela mesma diz:

"Nasci aqui mesmo no Rio de Janeiro, três meses depois da morte de meu pai, e perdi minha mãe antes dos três anos. Essas e outras mortes ocorridas na família acarretaram muitos contratempos materiais, mas, ao mesmo tempo, me deram, desde pequenina, uma tal intimidade com a Morte que docemente aprendi essas relações entre o Efêmero e o Eterno.
A efemeridade da vida foi um dos assuntos que ela debateu em sua obra poética; a poesia de Cecília por vezes traz a solidão e o silêncio, dois elementos com os quais a autora brincava:                            
                 
  "Minha infância de menina sozinha deu-me duas coisas que parecem negativas, e foram sempre positivas para mim: silêncio e solidão".


Interessantemente, a autora pertenceu ao movimento modernista, mas ao mesmo tempo trazia em sua obra o simbolismo, a sonoridade, leveza e obscuridade dignos do movimento. O mar também é outro elemento típico em seus poemas, os quais foram traduzidos para o espanhol, alemão, inglês, francês, italiano, húngaro e hindu.
Cecília viajou pela Índia e no Brasil fundou a primeira biblioteca infantil do país, no bairro do Botafogo, Rio de Janeiro, em 1934.

                 Abaixo segue um dos mais belos poemas da escritora:

Serenata


Permita que eu feche os meus olhos,
pois é muito longe e tão tarde!
Pensei que era apenas demora,
e cantando pus-me a esperar-te.


Permite que agora emudeça:
que me conforme em ser sozinha.
Há uma doce luz no silencio,
e a dor é de origem divina.


Permite que eu volte o meu rosto
para um céu maior que este mundo,
e aprenda a ser dócil no sonho
como as estrelas no seu rumo.
 

Queres ver como Cecília é também uma ótima escritora de contos? Aqui verás um de seus textos:
 O Livro da Solidão.  

Aqui também há outro belíssimo poema dela: Uma Rosa. 

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